Gavião-carijó, Ripina.
Buteo (=Rupornis) magnirostris
Período Reprodutivo: maio a novembro
Locais de observação: Brejos, Cambarazal, Cerradão, Cerrado, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata ciliar rio São Lourenço, Mata Seca, Rios, corixos e baías.
Você encontra essas informações na página 72 do Guia das Aves

O gavião mais freqüente em todo o Brasil, ocorrendo mesmo nas áreas arborizadas do interior das grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Apresenta uma grande variação de cores na plumagem, conforme a região do país. Em qualquer uma, no entanto, destaca-se o peito finamente barrado da barriga e a cauda com várias faixas claras (4 ou 5), em contraste com as faixas cinza escuro ou negras (foto). Esse barrado do peito dá origem ao nome comum mais freqüente, gavião-carijó. O outro nome comum, notável no Pantanal, é uma corruptela de rapina, devido ao hábito das galinhas darem alarme de sua presença, ao sobrevoar um terreiro. Embora essa reação ocorra com qualquer outro gavião ou ave com silhueta idêntica em vôo, popularmente acredita-se que é o predador dos pintinhos, rapinando a criação doméstica.
Outra característica de plumagem comum a todas as populações é o tom avermelhado das longas penas da asa. Pouco visível quando pousado, ao voar destaca-se essa cor da asa, mesmo quando está sobrevoando alto. Sua silhueta, a grande altura, é caracterizada pelas asas relativamente curtas e arredondadas, onde as penas da ponta estão levemente separadas entre si, além da cauda longa e estreita. Macho e fêmea são idênticos, exceto pelo menor tamanho do macho, característica notável só com o casal pousado próximo.
Quando saem do ninho, as aves juvenis possuem uma plumagem especial, diferente dos adultos. Pode-se até pensar que trata-se de outra espécie de gavião. O peito e barriga são claros, com riscas verticais amarronzadas no peito e pontos coloridos na barriga, sem o padrão de listras transversais do adulto. A cabeça é clara, bem como o dorso, onde aparecem listras mais escuras. A cauda possui um número maior de faixas claras e escuras, sendo mais estreitas do que na plumagem adulta. Em vôo, por baixo, as longas penas das asas são mais finamente barradas de negro do que na ave adulta.
Ocorre em toda a RPPN. Freqüentemente, caça pousado em um galho a média ou baixa altura, de onde atira-se sobre a presa. Apanha desde insetos até cobras, lagartos, outras aves e pequenos mamíferos. Extremamente territorial, anuncia sua presença circulando em vôos altos, aproveitando as correntes de ar quente. Nessas ocasiões, mais comuns no período reprodutivo, emite o grito territorial, uma espécie de risada longa e ascendente, repetida várias vezes. Quando o casal está em vôo de patrulha territorial, um responde ao outro durante vários minutos.
Além desse chamado, possui um grito de alerta característico, emitido assim que qualquer intruso chega ao território. A transcrição desse alarme é “pinhé”, dado de forma rápida e clara. Existe um outro gavião, o carrapateiro, cujo alarme é semelhante. A diferença entre ambos está na clareza e rapidez do chamado.


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